quinta-feira, agosto 10, 2006

Uma Carta para Você

Como você se sente quando alguém lhe envia uma carta ou um e-mail? A primeira sensação é a de que você é importante e alguém se interessa por você. Melhor ainda quando essa mensagem traz conselhos, palavras de carinho e boas notícias. É muito bom receber uma mensagem assim.
Você sabia que Deus escreveu uma mensagem especial para você? A Bíblia sagrada é a carta de Deus mostrando o interesse que Ele tem na sua vitória e felicidade. Uma carta tão grande e especial que se transformou em um livro.

Você encontra, em cada linha, em cada verso, um pouco do amor de Deus. Alguém que se preocupa com seus estudos, trabalho, família, vida pessoal, sentimentos e também suas necessidades espirituais. Alguém que está preocupado com cada momento da sua vida.
Neste livro você encontra uma emocionante história de amor de alguém que nos criou, preserva nossa vida, nos salvou e que seguramente vai voltar para nos buscar. Você tem a história de como tudo começou, e na última parte, como tudo vai terminar. No Velho Testamento você encontra a história do povo de Deus. Já o novo apresenta a história de Jesus, que é o próprio Deus. Você pode encontrar os conselhos bíblicos do livro de Provérbios e as palavras de ânimo do livro dos Salmos. É um livro poderoso e maravilhoso. E mais do que isso, ele tem transformado vidas.

Esse livro não contém a palavra de Deus. É isso mesmo, ele não contém, ele é a Palavra de Deus. Deus fala através dele, em todas as suas páginas. Você não pode ficar escolhendo uma parte dele e dizendo: “ah, esse texto aqui Deus falou. Ah, mas este outro aqui não”. É preciso entender tudo o que “A Bíblia Ensina” para que você receba todo o amor, toda a orientação e todo o poder de Deus.

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE ELA MESMA?

1. Quem inspirou os escritores bíblicos? ll Pedro 1:21
“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

2. Com o que podemos comparar a Bíblia? Salmo 119:105
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho."

3.O que a gente recebe quando estuda a Bíblia? II Timóteo 3:16
"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça."

4.Que outras bênçãos você recebe quando estuda a Bíblia? Romanos 15:4
"Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança."

5.Quanto tempo vai durar a Bíblia? Isaías 40:8
"Seca-se a erva, e murcha a flor; mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente."

E AGORA?

Depois de conhecer a Palavra de Deus, Ele espera que você:

1. Leia a Bíblia cada dia. Deuteronômio 17:19
"E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir."

2. Pesquise as verdades que ela apresenta. João 5:39
"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim."

3. Aceite suas orientações com alegria. Jeremias 15:16
"Acharam-se as tuas palavras, e eu as comi; e as tuas palavras eram para mim o gozo e alegria do meu coração; pois levo o teu nome, ó Senhor Deus dos exércitos."

4. Pratique o que ela ensina. Apocalipse 1:3
"Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo."

terça-feira, agosto 01, 2006

O que o Jovem Adventista pode fazer?


Dica Geral:
Procure sair da idéia comum do “isso pode, isso não pode”. Dizer não ou sim é muito mais do que proibição ou permissão. É, antes de tudo, uma resposta à coerência e à razão.
Para o jovem, definir limites é uma atitude de amadurecimento e sabedoria.


Você está pronto para viver uma vida estimulante e realizar um importante trabalho? Pois é exatamente isso o que Deus planejou para você! É muito comum nos concentrarmos no que os jovens adventistas não podem fazer. Mas por causa do plano de Deus para sua vida e do Seu poder em você, um mundo de oportunidades e desafios estão bem à sua frente.
Não é muito difícil olhar ao redor e perceber que o mundo está cada vez pior – e não é diferente com as pessoas que vivem nele! Deus chama você para viver de modo totalmente diferente: uma vida plena, saudável e feliz. Muitos jovens estão descendo a “ladeira sem saída” da bebida, do fumo, das diversões, das drogas e do sexo livre. Você pode escolher outro caminho. Sua vida, como jovem cristão, inclui a construção de relacionamentos saudáveis, cuidar dos outros, cuidar de si mesmo e fazer escolhas inteligentes para o futuro. Jesus ama os jovens e detesta vê-los destruindo-se a si mesmos. Ele só quer que você viva uma vida saudável e feliz e que seja um exemplo de vida cristã para os seus amigos. Não é muito fácil ser um exemplo – talvez você sinta que deve deixar muitas coisas de lado, mas a boa notícia é que há um imenso poder à sua disposição! Deus promete o poder do Espírito Santo a qualquer pessoa que esteja disposta a viver esse tipo de vida.

O que você pode fazer como um jovem adventista? Pode viver uma vida bem melhor do que o mundo oferece e pode se transformar em um modelo desse tipo de vida; mas pode fazer mais ainda. Em um mundo de pobreza, ódio, discriminação e problemas de todo tipo, é possível ajudar a tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
Esta é a aventura para a qual Deus o está chamando - não apenas para viver no mundo como um cristão, mas para provocar impacto no mundo, tornando-o um lugar melhor. Jesus disse aos Seus seguidores que eles deveriam ser o sal que tempera a comida servida na bandeja do mundo (veja Mat. 5:13). Não é preciso muito sal para fazer diferença no sabor de um alimento. Jesus ainda deseja que a juventude cristã seja o sal para sair do saleiro e deixar-se espalhar pelo mundo para fazer a diferença.

O modo como você vive e trata os outros fará do mundo um lugar melhor. Você pode se recusar a viver de acordo com os valores do mundo e viver de acordo com os valores de Deus; pode respeitar a si mesmo, os outros e o seu ambiente, e, assim como Jesus, pode falar e tentar mudar as coisas quando vir alguém fazendo algo errado.
Na vida real, fazer a diferença pode significar economizar uns poucos dólares por semana para ajudar uma criança faminta em um outro país, ou dedicar algum tempo almoçando com algum aluno novo de sua classe que ainda não tem amigos. Deus lhe dará oportunidades de realizar grandes coisas para Ele se você for fiel nos pequenos atos.
O modo mais importante de fazer a diferença é partilhar o amor de Deus com os que estão ao seu redor. Afinal, centenas de jovens hoje estão tentando transformar o mundo em um lugar melhor. Eles estão lutando contra a discriminação, estão tentando preservar e despoluir o meio-ambiente, estão pregando contra as injustiças – e, muitos destes, nem ao menos são cristãos! Como jovem cristão, o que você tem de diferente a oferecer? Você pode fazer tudo o que eles estão fazendo e muito mais, porque pode compartilhar o amor de Deus com um mundo ferido.
Hoje, talvez, partilhar o amor de Deus pode significar ajudar alguém com dificuldades em uma aula de matemática. No futuro, pode significar escapar da linha de fogo para levar socorro médico às pessoas em um país destruído pela guerra. Não há limites de possibilidades quando você está seguindo a Jesus.

Levar o amor de Deus ao mundo é fantástico, é desafiador, uma verdadeira aventura. Mas não é brincadeira. Se fizer disso a razão de sua vida, pode ser que não seja eleito “o garoto mais popular ou o mais ‘gatão’ da escola”. Talvez você não consiga juntar muita grana e, por isso, não se torne famoso ou importante. Ao contrário, pode ser que você enfrente dureza, ódio e intolerância quando tentar viver o amor de Deus neste mundo. Jesus disse claramente aos Seus discípulos que, quando eles fossem sal e luz no mundo, enfrentariam perseguições (Mat. 5:11 e 12). Isso é tão verdadeiro hoje quanto foi no passado.
Não permita que a possibilidade de enfrentar provações enfraqueça sua vontade de servir a Deus. Nenhuma conquista de valor é fácil; tudo o que é desafiador tem um preço alto. E, não se esqueça de que existe um Poder magnífico à sua disposição. O Espírito de Deus acompanhará sempre os que trabalham e vivem para Ele. Essa Fonte de Poder tornará possível a realização de todas as metas com que você jamais sonhou!

O que um jovem adventista pode fazer? Viver uma vida excelente como um exemplo para os outros. Toque o mundo ao seu redor com o amor de Deus e transforme-o em um lugar melhor. Ajude as pessoas incluindo você mesmo – prepare-se para a Segunda Vinda.
Mas a coisa mais importante que você pode fazer como jovem adventista é isso: ser amigo de Jesus. Este pode ser o relacionamento mais íntimo e mais recompensador de sua vida. É essa amizade que tornará possível todas as outras realizações.
Talvez a idéia de se tornar amigo de Deus seja difícil de entender, mas se você aceitar a amizade que Ele está lhe oferecendo, pode começar a passar tempo em Sua companhia, lendo Suas palavras na Bíblia, e contando-lhe sobre suas necessidades e preocupações através da oração. Se acha que a leitura da Bíblia é um tédio, tente ler as versões diferentes de modo que as palavras pareçam novas e atuais. Se orar parece difícil, tente escrever uma carta a Deus, ou conversar alto com Ele enquanto faz uma caminhada. Junte-se a outras pessoas que são amigas dEle e partilhem o que Ele tem feito em suas vidas. Apesar de você não poder ver ou ouvir Jesus, logo o seu relacionamento com Ele será tão real como qualquer amigo que você tem.
Em Jesus há um amigo com quem você pode contar o tempo todo. Ele sempre está lá, compreende cada problema pelo qual você passa, e se importa muito com o que lhe acontece. É Alguém que sempre ouve, sempre ama, morreu por você e quer que viva com Ele eternamente.
É verdade que Jesus espera muito dos Seus amigos. Ele o criou à Sua semelhança e isso significa constante crescimento para se tornar o melhor possível. Por isso não há como comparar você com outra pessoa – até mesmo com outros cristãos. Pode ser que você se pergunte sempre: “Como é que eles podem fazer isso e eu não?” Mas a questão é que os padrões de Deus para a sua vida são muito altos – bem mais altos do aqueles que você alcançaria por si mesmo. Como um atleta que treina constantemente para os Jogos Olímpicos, um cristão luta sempre para ser melhor, mais forte e mais rápido para Deus.

O amor de Deus é totalmente incondicional; é por isso que Ele o ama e o perdoa, não importa quem você seja, como está sua vida ou o que fez no passado. Mas é importante saber que Ele não quer deixá-lo onde o encontrou. Ao contrário, quer que você se torne bem melhor, e é por isso que Ele continuará trabalhando em sua vida até alcançar o alvo ideal. Mais uma vez, é o poder do Seu Espírito que possibilita realizar essas coisas que você nunca imaginou que pudesse – ser a pessoa que Ele criou para ser.

Agora mesmo, Jesus o está convidando para tornar-se Seu amigo. Sua amizade oferece todo o amor, segurança e força que você gostaria de encontrar em alguém. Ele também lhe oferece a chance de ser o melhor que pode ser, para viver uma vida mais saudável e feliz do que a maioria de seus amigos viverá. E quando o Seu amor mudar sua vida, Ele pede que você partilhe esse amor com um mundo cheio de pessoas que precisam dEle, de verdade.
Ao começar a segui-Lo, quem sabe onde isso poderá acabar? Talvez alimentando os famintos em alguma parte do mundo; quem sabe, orando com um amigo confuso e cheio de problemas, em alguma rua. Jesus disse que Seus amigos se apresentariam diante de reis e governadores para representá-Lo; portanto, agora, você não poderá saber aonde Ele pode levá-lo (Marcos 13:9).

O que um jovem adventista pode fazer? Muito mais do que você jamais imaginou. Segure a mão de Deus bem firme e prepare-se para viver a maior aventura de sua vida!

Como a Bíblia chegou até nós?

A questão de quais livros pertencem à Bíblia é chamada de questão canônica. A palavra cânon significa régua, vara de medir, regra, e, em relação à Bíblia, refere-se à coleção de livros que passaram pelo teste de autenticidade e autoridade. Significa ainda que esses livros são a nossa regra de fé e vida.
Mas, como foi formada esta coleção, adequadamente chamada de Bíblia?

• Os Testes de Canonicidade

Em primeiro lugar é importante lembrarmos que certos livros já eram canônicos antes de qualquer teste lhes ser aplicados. Isto é como dizer que alguns alunos são inteligentes antes mesmo de se aplicar neles qualquer prova? Os testes apenas provam aquilo que já existe.

Os diversos concílios eclesiásticos reconheceram certos livros como sendo a Palavra de Deus e, com o passar do tempo, aqueles assim reconhecidos e profundamente analisados quanto a sua coerência e autenticidade, foram colecionados para formar o que hoje chamamos Bíblia.

E que testes foram aplicados o longo dos séculos?

(1) Havia o teste da autoridade do escritor. Em relação ao Antigo Testamento, isto significava a autoridade do legislador, ou do profeta, ou do líder em Israel. No caso do Novo Testamento, o livro deveria ter sido escrito ou influenciado por um apóstolo para ser reconhecido. Em outras palavras, deveria ter a assinatura ou a aprovação de um apóstolo. Pedro, por exemplo, apoiou a Marcos, e Paulo a Lucas.

(2) Os próprios livros deveriam dar alguma prova intrínseca de seu caráter peculiar, inspirado e autorizado por Deus. Seu conteúdo deveria se demonstrar ao leitor como algo diferente de qualquer outro livro, por comunicar a revelação de Deus.

(3) O veredicto das igrejas quanto à natureza canônica dos livros era importante. Na verdade, houve uma surpreendente unanimidade entre as primeiras igrejas quanto aos livros que mereciam lugar entre os inspirados. Embora seja fato que alguns livros bíblicos tenham sido recusados ou questionados por uma minoria, nenhum livro da Bíblia, cuja autenticidade tenha sido questionada por um grande número de igrejas, veio a ser aceito posteriormente como parte do cânon.

• A Formação do Cânon

O cânon da Escritura estava se formando, é claro, à medida que cada livro era escrito, e completou-se quando o último livro foi terminado. Quando falamos da "formação" do cânon estamos realmente falando do reconhecimento dos livros canônicos. Esse processo levou algum tempo. Alguns estudiosos afirmam que todos os livros do Antigo Testamento já haviam sido colecionados e reconhecidos por Esdras, no quinto século a.C. As referências nos escritos do historiador Flávio Josefo (95 A.D.) indicam a extensão do cânon do Antigo Testamento como sendo os 39 livros que conhecemos e aceitamos hoje.

Quando Jesus acusou os escribas de serem culpados da morte de todos os profetas que Deus enviara a Israel, desde Abel até Zacarias (Luc.11:51), Ele, desta forma, delimitou o que considerava ser a extensão dos livros canônicos. O relato da morte de Abel está no primeiro livro, Gênesis; o da morte de Zacarias se acha em II Crônicas, que é o último livro da disposição da Bíblia hebraica (em lugar do nosso Malaquias). Assim sendo, é como se Jesus tivesse dito: "A culpa de vocês está registrada em toda a Bíblia, de Gênesis a Malaquias". É interessante que Jesus nunca fez referência a nenhum dos livros chamados apócrifos, que já existiam em seu tempo, uma vez que os fatos neles relatados ocorreram no período intertestamentário, quase 200 anos antes de Seu nascimento.

Os primeiros concílios eclesiásticos a reconhecerem todos os 27 livros do Novo Testamento foi o de Hipona e o de Cartago, em 397 d.C. Alguns livros do Novo Testamento, individualmente, já haviam sido reconhecidos como canônicos muito antes disso (II Ped. 3:16; I Tim. 5:18), e a maioria deles foi aceita como canônicos no século posterior ao dos apóstolos, embora alguns como Hebreus, Tiago, II Pedro, II e III João e Judas tivessem sido debatidos durante algum tempo. A seleção do cânon sagrado foi um processo que continuou até que cada livro provasse o seu valor, passando pelos testes de canonicidade.

Os 12 livros chamados apócrifos do Antigo Testamento jamais foram aceitos pelos judeus ou por Jesus. Eles eram respeitados, mas não foram considerados como Escritura Sagrada. Eles chegaram a ser incluídos na tradução grega chamada Septuaginta, produzida cerca de 300 anos antes de Cristo. Jerônimo (420-340 a.C.) fez uma distinção entre esses livros e os canônicos, chamando-os de eclesiásticos, e essa distinção acabou por conceder-lhes uma canonicidade secundária. Os Reformadores também os rejeitaram. Em algumas versões protestantes dos séculos XVI e XVII, os apócrifos foram colocados à parte.

• O Texto Bíblico que Conhecemos é Confiável?

Os manuscritos originais do Antigo Testamento e suas primeiras cópias foram escritos em pergaminho ou papiro, desde o tempo de Moisés (1450 a.C.) e até o tempo de Malaquias (425 a.C.). Até a sensacional descoberta dos Rolos do Mar Morto, em 1947, não possuíamos cópias do Antigo Testamento anteriores a 895 d.C. A razão disto acontecer era a veneração quase supersticiosa que os judeus tinham pelo texto, e que os levava a enterrar as cópias, à medida que ficavam gastas demais para uso regular.

Na verdade os Massoretas, ou tradicionalistas, que acrescentaram os acentos e transcreveram a vocalização das palavras hebraicas, aproximadamente entre 500 e 1500 d.C., padronizando em geral o texto do Antigo Testamento, engendraram maneiras sutis de preservar a exatidão das cópias que faziam. Verificavam cada página cuidadosamente, contando a letra média de cada página, livro e divisão. Devemos muito a estes religiosos detalhistas, em relação à veracidade do que hoje conhecemos. Alguém disse que qualquer coisa numerável era numerada por eles.

Quando os Manuscritos do Mar Morto foram descobertos, trouxeram à luz um texto hebraico datado do segundo século a.C., com todos os livros do Antigo Testamento, menos o de Ester. Essa descoberta foi extremamente importante, pois forneceu um instrumento muito mais antigo para verificarmos a exatidão do Texto Massorético, que se mostrou extremamente exato.

Outros instrumentos antigos de verificação do texto hebraico incluem a Septuaginta, os targuns aramaicos (paráfrases, comentários e citações do Antigo Testamento), referência em obras de autores cristãos da antiguidade, a tradução latina de Jerônimo (a Vulgata, 404 d.C.), feita diretamente do texto hebraico corrente em sua época. Todas essas fontes nos oferecem dados que asseguram um texto extremamente exato do Antigo Testamento.

Em relação ao Novo Testamento, mais de 5.000 manuscritos dele existem ainda hoje, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos. Além de existirem muitas cópias do Novo Testamento, muitas delas pertencem a uma data bem próxima à dos originais. Há aproximadamente 75 fragmentos de papiro datados desde 135 d.C., até o oitavo século, possuindo partes de 25 dos 27 livros do Novo Testamento, num total de 40% do texto total.

As muitas centenas de cópias feitas em pergaminho incluem o grande Códice Sinaítico (quarto século), o Códice Vaticano (também do quarto século) e Códice Alexandrino (quinto século). Além disso, há cerca de 2.000 lecionários (livretos de uso litúrgico que contêm porções das Escrituras), mais de 86.000 citações do Novo Testamento nos escritos dos chamados Pais da Igreja, antigas traduções como a latina ou Ítala, a siríaca e a egípcia, datadas do terceiro século, e a versão latina de Jerônimo. Todos esses dados, mais o trabalho feito pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram possuirmos um texto exato e fidedigno do Novo Testamento.

No entanto, o que realmente nos dá a certeza de que a Bíblia contêm o pensamento inspirado por Deus a homens escolhidos para esse fim, é o poder que suas verdades possuem. É impossível ler a Bíblia com sinceridade e oração sem ser tocado pela força de suas palavras. A maneira miraculosa como essas verdades atravessaram os séculos e chegaram até nós, transformando vidas, modificando costumes, abrandando corações, trazendo conforto, felicidade e paz de espírito a quem as lê, nos dão a certeza de que Deus nos fala através de suas páginas.

Num próximo artigo veremos o que a própria Bíblia diz sobre Ela mesma.

Submissão nos momentos críticos

Existem dias em que entramos em certas “crises” espirituais. Uma delas é o dia em que nos perguntamos “como algum dia eu poderei ser capaz de morrer pela minha fé? Como poderei resistir ás pressões da sociedade? Será que minha fé é grande o suficiente para eu resistir nos dias de provas e situações críticas?”. Talvez uma ilustração nos ajude a sabermos o que fazer.
Sou “cachorrólatra”...eu admito. Sou fissurada por esses bichinhos que cativam nossa atenção (em especial a minha) e fazem a gente expressar, com aquela vozinha mais entonada, “aaaaiiii que lindo”. Então, em uma dessas minhas loucuras no ano retrasado, adotei para mim (por um preço, é lógico) o cachorro dos meus sonhos. O cachorro que eu havia sonhado em ter desde os cinco anos de idade (já imaginou uma criança de 5 anos pedir por um vídeo sobre uma raça de cachorro em vez de um pônei ou uma boneca??) estava finalmente na minha casa e chamei-o de Golias (já podem imaginar as características da criatura...). Logo depois de ter a idade certa e as vacinações para passear, saí toda orgulhosa com o meu filhote lindo de coleira nova e tudo. Já no parque, deixei ele solto pensando ser seguro o suficiente para ele aventurar-se no seu novo mundo. Distraída, conversando com minha amiga tomando um sorvete no calor porto-alegrense, de repente percebi que o meu “filho” não estava mais ao meu lado mas estava no meio da rua sendo praticamente atropelado pelos carros que passavam. Então eu...
Vamos parar um pouquinho por aqui. O que você faria nestas circunstâncias? Vamos supor que não fosse o meu cachorro nesta ocasião mas talvez o seu filho (nesse caso o “Golias” era meu filho mas cada um com seu exemplo, né?). Talvez inclinar-se-ia no banco da praça e diria “Oh amiga, o Golias está no meio da rua, acho que devo ir até lá e tirá-lo antes que ele seja atropelado, mas antes, vamos tomar mais um sorvetinho?”
Ou você corre sem noção de velocidade, não dando a mínima para o que estão pensando de ti ou quem você vai ter que atropelar no meio do caminho pra chegar lá o mais rápido possível a fim de que ele fique são e salvo novamente?
O que seria mais fácil fazer? Espere! Não responda tão depressa!! O que é mais fácil em questão de esforço deliberado? Estar sentado num banco confortável e tomar sorvete de flocos ou correr 50 metros numa velocidade absurda? Qual das duas requer mais energia? Qual delas queima mais calorias?
Por outro lado, se você realmente ama seu filhinho (ou cachorro...), qual das duas medidas seria mais dura praticar? Não há o que discutir, não é? Pode ser necessário uma corrida fenomenal e um impulso sobre-humano para salvar o seu filho dos carros e de um possível atropelamento, mas exigiria um esforço IMPOSSÍVEL permanecer sentado no banco!
Por que usei essa ilustração? Por que acontece a mesma coisa com nós cristãos hoje em dia e a nossa distinção do que temos que fazer em relação ao esforço envolvido em viver a vida cristã. Existem cristãos hoje que pensam que pelo fato de não podermos combater o pecado com nossas próprias forças e de que devemos submeter toda a nossa vida e nossos planos nas mãos dEle, que devemos viver uma religião sem esforço. Pra quê se esforçar em alguma coisa? Deus faz tudo por mim!
Necessitamos totalmente de Deus e nossa vida deve sim ser entregue totalmente a Ele. Até por isso que Deus colocou dois versos fantásticos na Bíblia como João 15:5 em que Jesus diz “Sem Mim nada podeis fazer” e Filipenses 4:13: “Tudo posso nAquele que me fortalece”, entre muitos outro. Portanto, separados de Cristo nada podemos fazer, e com Ele podemos fazer todas as coisas. Então, o que temos que fazer? Nos achegarmos a Ele! E como fazemos isso?
“Mediante a oração e o estudo das grandes e preciosas verdades de Sua Palavra, seremos alimentados, como almas que têm fome; como os que têm sede, seremos dessedentados à fonte da vida” - O Maior Discurso de Cristo, pág. 113.
Para os pais ou donos de cachorros, as dificuldades dos cuidados e de relacionamento diário podem até ter exigido esforço penoso. Mas, quando ocorre uma situação crítica, o esforço necessário é totalmente espontâneo.
Assim, é conosco. Todo tipo de esforço deliberado é requerido de nós na nossa comunhão diária com nosso Criador e certamente o esforço espontâneo para com outras coisas maiores virá como conseqüência.
por Marina Garner

A única maneira de buscar justificação, é procurar a Jesus.


TESE 3
A única maneira de buscar justificação é procurar a Jesus.

Era uma vez um homem que desejava tornar-se padeiro. Ele sempre apreciara pão recém-assado, e imaginou que iria gostar de fabricar pão para outros.
Assim, realizou uma pesquisa na cidade para encontrar o melhor ponto para seu novo negócio. Conseguiu um lote de esquina, e contratou o empreiteiro da localidade, e logo estava com sua padaria pronta para ser inaugurada, com reluzentes pias de alumínio, equipamentos novinhos em folha e vitrinas iluminadas à frente para expor seus produtos.
Mas as coisas não estavam marchando bem para o padeiro. Ele trabalhava muitas horas. Fazia publicidade de toda espécie. Fez o melhor que pôde para avançar no ramo. Contudo, parece que não conseguia produzir o tipo de pão que havia experimentado no passado. Quando os fregueses chegavam para ver seu novo estabelecimento, raramente adquiriam qualquer de seus produtos. E nunca mais voltavam.
Finalmente, após anos de luta, ele teve de admitir que era um fracasso. Estava a ponto de falir. Havia tentado tudo quanto sabia para tornar sua padaria um sucesso, mas nada tinha dado certo.
Exatamente quando estava a ponto de desistir, ouviu a respeito de algo que revolucionou toda a sua atividade comercial. Soube que, para fazer pão, é necessário utilizar farinha! Não havia tentado antes, mas isso lhe pareceu fazer sentido. E, quando começou a empregar farinha, deu-se uma grande diferença.

Imaginou a história acima como uma parábola? Talvez lhe pareça difícil de acreditar que alguém realmente passasse por alto a verdade simples e básica de que é necessário utilizar farinha para fazer pão. Reconhecemos que seria trágico tentar manter uma padaria sem isso.
Não importa em que ramo de negócio você esteja empenhado, precisa conhecer certos requisitos básicos, se espera ter êxito. Não se pode operar um banco sem dinheiro. Não se pode operar uma ferrovia só com vagões, sem locomotiva. E impossível produzir lã se não tiver ovelhas.
Mas no que se refere a viver a vida cristã? Quantos de nós não passamos por alto o que é básico a isso, durante anos? Procurar justiça, mas sem saber como obtê-la? E não passa de desapontamento, tentar ser cristão sem entender como se consegue isso.

Os homens de imprensa apresentam certas perguntas-chave, a fim de chegar às questões básicas de uma reportagem. Tais perguntas podem ser transferidas para a vida cristã. A primeira é – o que? Às vezes, o mais fácil é falar sobre o que da vida cristã. Alguns de nós fomos criados à base de o que. O que fazer, o que não fazer, a fim de ser cristão e obter a salvação. Tivemos um regime alimentar muito indigesto de que. Este levou a discussões nas classes bíblicas do ginásio, e a semanas de oração em que se indagava o que estava errado com isso, e o que estava errado com aquilo.
É errado falar sobre o o que? Não, a Bíblia fala muito sobre o que. Mas o que nunca pode ser a base do cristianismo.
A seguir, surge a questão de o Por que. Esta é a pergunta sofisticada, intelectual. É o melhor tipo de pergunta para preencher o tempo durante o estudo da lição da Escola Sabatina. Por que pode ser importante. Deus declara: "Vinde e arrazoemos." Isaías 1:18. Não é errado arrazoar. Somos criados à imagem de Deus, com capacidade para pensar e ponderar. Mas por que não é suficiente.
Outra questão com a qual dispendemos muito tempo na história de nossa igreja é Quando. Quando irá acontecer tudo? Assim, temos os gráficos sobre a parede, falando sobre quando. Talvez alguns estejam tão interessados no quando, por estarem esperando embarcar no último vagão para o escape. Mas outros aguardam que o quando os alcance antes de descobrirem como cumprir o que.
Se você foi criado com base em o que, e por que e quando, a próxima pergunta lógica será como? E uma pergunta de caráter prático, e pode levá-lo à teoria da justificação pela fé. Se não entender como, o restante só irá deixá-lo frustrado. Mas mesmo saber como não é suficiente, porque justificação pela fé é mais do que uma teoria. É uma experiência. E como se torna uma questão das mais emocionantes quando se entende que a resposta ao como é quem!
Jesus é a base do cristianismo. É verdade que a Bíblia fala sobre procurar a justiça. Sofonias 2:3 o diz em poucas palavras: "Buscai a justiça." Alguns de nós têm julgado que a maneira de buscar a Jesus é buscar a justiça. Mas perdemos de vista o como.

Sendo que justiça = Jesus, a forma de buscar justiça é buscar a Jesus.
"A justiça de Deus se acha concretizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-O a Ele." – O Maior Discurso de Cristo, pág. 18.

Adaptado de: MORRIS L. VENDEN
“95 teses sobre justificação pela fé” Casa Publicadora Brasileira - Tatuí - SP



TESE 4: Cristianismo e Salvação não se baseiam no que você faz, mas em quem você conhece.
Continua...